Family Talks reúne instituições e lança movimento pelo fim da publicidade de conteúdo adulto

Family Talks lançou no último dia 20 o movimento Infância sem Pørnøgrafia, iniciativa que pede o fim da publicidade de pornografia em espaços físicos e digitais de livre acesso a menores de 18 anos. A organização foi a responsável pela elaboração do manifesto que dá origem ao movimento e pela articulação das instituições que assinam o documento, reunindo em torno de uma mesma causa entidades comprometidas com a proteção da infância e com políticas públicas em defesa das famílias. O manifesto conclama o Congresso Nacional a aprovar legislação federal que proíba a propaganda de conteúdos, plataformas e serviços pornográficos em qualquer meio acessado por crianças e adolescentes.
O movimento nasce como resposta a uma realidade alarmante: no Brasil, o primeiro contato com conteúdo sexual explícito ocorre, em média, por volta dos 13 anos — muitas vezes de forma acidental — e, em 2025, 8% dos usuários de internet de 9 a 17 anos relataram ter visto imagens ou vídeos pornográficos online. Pesquisas apontam correlação entre o consumo precoce de pornografia e problemas de saúde mental, comportamentos de risco e violência sexual. A publicidade agrava esse quadro ao ocupar espaços familiares, como uniformes de clubes e transmissões esportivas, associando o conteúdo adulto a ídolos admirados por crianças. Amparado pela Constituição, que autoriza restringir a propaganda comercial de produtos nocivos em defesa da criança e do adolescente, o movimento propõe que essa publicidade seja vetada em uniformes, estádios, transmissões esportivas, espaços de grande circulação e ambientes digitais, sendo admitida apenas em meios comprovadamente segmentados para maiores de 18 anos, com multas destinadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O movimento Infância sem Pørnøgrafia já conta com a adesão das seguintes instituições: Associação Brasileira de Educação Parental (ABRAEP), Plataforma, Comunhão Popular, Instituto Isabel, Instituto Cuidâncias, Matria, Brasil Grande, Anajure, 4Daddy, Intervozes, Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e Associação dos Mediadores e Arbitralistas do Estado de São Paulo (AMAR-SP).
Na página especial do movimento Infância Sem Pørnøgrafia, o leitor também pode conferir os candidatos às Eleições 2026 que já declararam apoio ao movimento. O manifesto completo e o formulário de adesão, abertos a novas organizações e cidadãos que queiram somar-se à causa, estão disponíveis em familytalks.org/manifesto.
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